| Roubo de R$ 85 bilhões dos cofres públicos foi destaque negativo de 2011 |
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Levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostrou que “os ladrões encerraram 2011 tendo levado dos cofres públicos cerca de R$ 85 bilhões”. Segundo o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), a corrupção é tanta que quem a combate tem de inovar para proteger o dinheiro do povo. Segundo o democrata, os números são uma marca negativa do ano passado. O senador lembrou que a Polícia Federal acaba de fazer o Manual de Investigação de Desvio de Recursos Públicos, para tornar mais eficientes a identificação e a punição. Um dos enfoques é nas comissões de licitação, que dão problema em municípios, estados e órgãos federais. No texto constam informações como sistemas de compras públicas, explicações sobre controle, fiscalização e transferência de verbas da União. “Claro que o conteúdo da publicação será mantido em sigilo. Do contrário, os bandidos se apossam do estudo e aprendem novas técnicas para driblar as investigações e roubar ainda mais em 2012”, destacou Demóstenes Torres. Recentemente, a revista “Veja” e o jornal “O Globo” publicaram reportagens sobre a corrupção no Brasil. O dinheiro roubado daria, por exemplo, para resolver o problema da saúde pública, que vive um caos no atendimento. O Globo apresentou dados da Advocacia Geral da União (AGU) que mostram que o governo só conseguiu recuperar na Justiça cerca de R$ 2,34 bilhões em ações de devolução sobre R$ 67 bilhões desviados desde 2003. A Veja confirmou que no último ano R$ 85 bilhões saíram dos cofres públicos para o bolso dos bandidos. Esse dinheiro ajudaria a erradicar a miséria, a construir novas linhas de metrô nas grandes cidades, a melhorar e ampliar as nossas rodovias, a beneficiar a população de baixa renda com construção de casas e melhoria do sistema de esgoto, além dos benefícios na educação. Para o senador Demóstenes Torres, “está provado que a corrupção contamina a economia do Brasil e impede nosso crescimento, e combatê-la deveria ser a prioridade máxima do governo”.
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